sábado, 5 de agosto de 2006

Concurso de Poesia IV

Esse é outro poema selecionado para o concurso. Particularmente esse é meu favorito, considero-o minha obra-prima. Ele surgiu num sonho, naquele momento em que não se está nem dormindo nem acordado. Aí acordei com o assobio do vento na fresta da janela entreaberta:


Gênese do Poema


O Vento sopra em minha janela
Me mandando acordar
Sem mais delongas me levanto
Não me devo demorar

Sobre a mesa o papel
Em branco, em conflito
Me traz um sentimento aflito

Como os homens sobre a torre de Babel
Ou como em um verdadeiro bordel
Me sinto instigado, indignado
Num mesmo sentimento, tentado

Devo continuar
Devo escrever até que se acabem minhas forças
Com o pulso a latejar,
Meu coração a palpitar
Devo continuar

Porque enquanto o mundo gira
O poeta têm sua sina
Escreve, rasga, escreve, delira
Escreve, escreve, escreve e assina

O Papel estará sempre em branco



Augusto M. dos Anjos
20/11/03 7:47 pm

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