sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Domingo de Páscoa

Era fevereiro. Jorge no meio da multidão do bloco procurava seus amigos com 3 cervejas na mão. O Monobloco tocava incessantemente e a massa de cabeças dançava frenética. Impossível achar alguém. Ou diria impossível achar quem não interessa. Jorge olha para o lado e a vê. Morena, gostosa, rebola como nunca, seu grande quadril balançando ao som da música era o que a tornava mais provocante. E o sorriso, é claro, o sorriso de safada inconfundível. Jorge se aproxima, começa a dançar, a dança esquenta, o casal esquenta, o quadril dela já rebola roçando no pau de Jorge. A coisa vai esquentando, esquentando. Entre beijos e mordidinhas no lábio inferior Jorge tira ela da multidão. Eles encostam na parede. Ela morde o pescoço de Jorge enquanto enfia a mão por dentro de sua calça, agarrando seu pau com vontade. Jorge aperta suas nádegas redondas e suculentas de mulata e lambe sua orelha. “Meu hotel não fica longe daqui.” diz Jorge. “Não posso. Tenho que voltar antes das 11h, meu pai vai ficar preocupado.” “É carnaval, ele pode esperar mais um pouquinho” dizendo isso puxa a coxa dela pra cima e aperta sexo contra sexo pra que ela possa sentir ainda mais sua rigidez. “Não posso. Me encontre aqui amanhã antes do bloco começar.” “Não sei seu nome...” mas ela já havia ido, por entre a multidão se perdido.
No dia seguinte lá estava Jorge esperando ansiosamente por ela. O bloco começou e ele estava perdendo as esperanças, achando que tinha levado um bolo, quando alguém o abraça pela cintura e passa a mão no seu pau. Ele se vira, é ela. Não diz oi, não espera, ela lança a língua pra dentro de sua boca e põe a mão dele sobre o peito esquerdo. Ele sente aquele peito macio, perfeitamente redondo, já com as aureolas em riste. Ela sente imediatamente o volume que cresce na calça dele e agarra seu pau por cima da calça jeans. “Joana, meu nome é Joana.” “Jorge”. Joana leva Jorge para um beco escuro, levanta a blusa e deixa que ele chupe seus peitos. Ela abre a calça de Jorge, abaixando o zíper bem devagar. Sente o membro duro em sua mão e entre beijos suaves e quentes vai movendo a mão lentamente para cima e pra baixo. Jorge vai enlouquecendo de prazer. Os beijos vão ficando mais intensos e os movimentos da mão mais rápidos. Jorge abre o botão da calça de Joana e abaixa o ziper. Mas ela para. “Sem pressa. garotão.” “Ah qual é? você não tá curtindo?” “To” “Então, podemos curtir mais” “Eu sou tímida” “Mesmo? Não parece” “Tive uma educação muito rigida” “Eu percebo, aprendeu direitinho a deixar rígido, mas assim você me deixa louco. Quero te comer, agora.” “Você chega lá. Eu preciso voltar agora, devem tá procurando por mim e hoje meu pai tá no bloco.” “E você vai me deixar assim nessa situação?” “Ei, você consegue acabar sozinho, não? Te vejo amanhã aqui no mesmo horário.” Jorge guarda o pau duro de volta na cueca e fecha o feixo da calça. “Não acredito”. Ele volta pro bloco mas não consegue pensar em outra coisa se não no corpo de Joana, na boca de Joana, na bunda de Joana, imaginando como deve ser macia, quente, úmida e apertada a buceta de Joana.
Terça. dia de Carnaval. Jorge já não sabe mais nem o que é o bloco. Ele está há uma hora na entrada do beco, vendo a multidão passar. De repente uma bunda fenomenal vestida numa bermuda jeans fincada pára do seu lado. A dona da bunda veste uma máscara, ela começa a dançar funk e a bunda, digamos acidentalmente, se esfrega no pau de Jorge. Ele toca a enorme bunda colocando as duas mãos na cintura da mulher. Ela se vira e começa a se roçar na perna dele esfregando todo o seu corpo nele. Ela tira a máscara, é Joana. “Oi” diz ele “shhhh” faz ela colocando o dedo na frente dos lábios carnudos e empurrando lentamente ele pra dentro do beco. E tudo recomeça, os excitantes beijos, as leves lambidinhas na orelha, os corpos se tocando, as mãos no sexo sedentas por mais. Joana ajoelha, na sua frente o pau duro de Jorge. Ela agarra, passa a língua devagar na glote, Jorge arrepia. Satisfeita com o resultado, Joana passa a lingua repetidas vezes em movimentos circulares em volta da cabeça. Com seus lábios carnudos beija levemente, englobando com os lábios toda a cabeça e escorregando os lábios devagar. Os lábios carnudos agora escorregam pela lateral do membro, chupando de lado todo o comprimento do pau de cima a baixo e de baixo a cima. Mais uma vez mantém os lábios carnudos em volta da cabeça e dentro da boca ela vai roçando devagar a lingua na glote. Ela desce devagar, engolindo com perfeição o membro. Ela desce até seu nariz encostar na pubi de Jorge e ele pode sentir a cabeça roçando nas amídalas dela enquanto ela segura a respiração. Ele geme de prazer. Ela tira o membro da boca e começa um movimento rápido com a mão enquanto ofegante, volta a respirar normalmente. De novo a boca ela sobe e desce a cabeça com seus lábios escorregando e envolvendo todo o membro em movimentos rápidos. Jorge está enloquecendo. Ela levanta tira seu shorts. De fio dental ela vira de costas e começa a roçar o pau duro de jorge entre suas grandes nádegas. Ele agarra aquela maravilhosa bunda e continua o movimento, não vai aguentar por muito tempo, ele vai gozar. Num longo gemido ele se prepara para o orgasmo quando mais uma vez ela para. “Calma lá. Assim você vai me sujar toda e aí como eu fico?” “Sobe comigo pro quarto do hotel?” “É tarde. O que digo pro meu pai?” “Diz pra ele que você vai dormir na casa de uma amiga depois que o bloco acabar. manda um SMS” “Não, faz assim me diga o seu hotel, amanhã de manhã eu apareço no seu quarto. Assim ele não vai suspeitar de nada.” “Ok. Fica na Av. Atlântica 75, quarto 34. Vou te esperar” “Amanhã as 6 estarei lá. Aproveite a festa” Falando isso ela da um selinho nele e some.
A noite passa. Jorge está deitado na cama sem sono. O sol vai saindo no horizonte e a escuridão vai cedendo. Ceder. É só o que ele tem feito se submentendo aos complexos jogos sexuais de Joana. Mas hoje será diferente, hoje quem vai ceder é ela. Já não é caranval a cidade acorda silenciosa e os garis lá fora limpam a rua cheia de confete e serpentina quando o interfone toca. Ela está subindo. Tomado pelo desejo ele deixa a porta entre aberta e deita nu na cama. Ela entra. Fatal como nunca, sem emitir palavra ela joga as roupas no chão e engatinha por cima dele de calcinha e sotiã. Ela pega óleo de massagem sobre a comoda do hotel e se esfrega toda nele espalhando o olho com seu corpo moreno e curvilínio. Jorge já não suporta mais. Vira-se por cima dela, prendendo-a na cama com força, arranca o sotiã e começa uma espanhola em seus fartos seios. delirante de desejo, com o pau mais duro que nunca, louco pra possui-la, pra estar dentro dela e meter com toda força, num ímpeto de sede carnal ele arranca a calcinha dela com os dentes.
Eis que a surpresa inevitável acontece, sobe um cheiro fétido, nauseabundo e putrefato como Jorge nunca tinha sentido antes. Ele segura o vômito. Inevitável ela percebeu. E como não poderia, o jorjinho já não está mais pra festa. “Que foi aconteceu alguma coisa. Você esperou tanto, agora não quer mais?” “ Esperei todo o carnaval, mas ainda falta 40 dias pra páscoa. Suspende o bacalhau.” Tapa estralado. Porta batendo. Mais um carnaval chega ao fim.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O vizinho

Mudara recentemente para Finekau número 5. Um modesto prédio de apartamento genimando com uma igreja católica.
Era jovem, iria estudar na universidade próxima e sentia que seria um bom período, fora de casa.
O que não esperava era ter como vizinho alguém tão inconvenientemente chato, como Deus.
Tudo começou com uma visita do padre:
- Olá.
- Olá. em que posso ajudá-lo?
- Bem como deve ter percebido eu sou o padre da paróquia aqui ao lado e gostaria de lhe dar as boas vidas em nome do Senhor.
- Ora, obrigado.
- Não agradeça a mim, agradeça a ele, sou apenas um inquilino na casa dele. E aliás você também o é, pois esse humilde conjunto habitacional é propriedade da Santa Madre Igreja.
- Hum. Ok então. Posso ajudar em mais alguma coisa?
- Prometa pra mim que vai orar agradecendo a ele diretamente.
- Como quiser, padre. Mais alguma coisa?
- Não, é só meu filho. Tenha um bom dia.
- Bom dia pra você também, padre.
E antes que fechasse a porta.
- E seja um bom cristão, viu. O inquilino ao lado está de olho.
Depois dessa estranha e esquizofrênica conversa ele achara que não seria mais incomodado. Doce ilusão:
- Oi, padre.
- Olá, meu filho.
- O que o traz aqui novamente?
- Meu filho, veja bem, por mais que eu aprecie o bom som do heavy metal, essa não é uma música adequada, o Senhor ficará descontente, isso não é uma música sadia para um jovem cristão como você e além do mais a música alta pode atrapalhar a prece dos paroquianos.
- Hum. Ok, padre, irei abaixar o volume.
- Seria mais adequado se você simplesmente desligasse o som. Ele apreciaria muito. E cá entre nós, (falou o padre entre cochichos) ele não gosta muito de ser contrariado se é que me entende.
- Huuum. Entendo perfeitamente, padre. (falando entre dentes)
- Obrigado meu filho, Deus te abençoe. Tchau.
A porta se fecha. Aquilo estava começando a ficar perturbador. Mas como se não bastasse a coisa não parou por aí. Era domingo de manhã. Aproximadamente 11 horas, quando a campainha tocou, ainda meio enjooado da noite passada ele abrira a porta:
- Ai meu deus, é o senhor de novo, padre. O que foi dessa vez?
- Veja como fala menino. Venho em nome Dele. Ele gostaria de saber onde o senhor estava hoje de manhã.
- Até o presente momento estava dormindo. por quê?
- Era de se esperar que um jovenzinho como você fizesse uma visita ao Propretário ao lado pelo menos uma vez por semana. Preferencialmente aos domingos de manhã, quando estamos abertos para visitas e quando gentilmente lemos as palavras que vieram Dele.
- Ora padre, faça me o favor...
- Misericórdia, meu filho. Não é a toa que não veio a missa. Com um bafo desses deve ter bebido a um bar inteiro a noite passada e está agora sentindo as chagas do pecado boêmio. Espero que reconsidere suas atitudes perante Ele e venha nos visitar semana que vêm. Sóbrio.
- Passar bem, padre.
- Meu filho, só pra lembrar, a bebida é coisa do vizinho de baixo.
- Adeus padre.
- E só a Ele meu filho, só a Ele.
A situação estava se tornando insuportável. Sem dúvida nenhuma Deus era o pior vizinho que ele já tinha tido. Mas o fim ainda está por vir:
- Ora que surpresa vê-lo por aqui, meu filho.
- Esse é o corredor do meu prédio e essa é a porta do meu apartamento. Não vejo como pode ser uma surpresa me encontrar aqui.
- É sempre uma satisfação, meu filho.
- Pelo menos alguém está satisfeito.
- Hum. E certamente não é nosso Propretário. Ele tem estado bastante preocupado com seu comportamento, rapaizinho. Precisamos conversar seriamente. Posso entrar.
- Não, na verdade não pode. Como pode ver estarei ocupado nos próximos minutos.
Disse ele insinuando a garota que segurava sua mão. O padre olhou pra ela de cima a baixo, notando sua saia curta e sua blusa decotada. E então disse o padre olhando pra ela:
- Ora, certamente nosso rapaz aqui esqueceu sua educação cristã e não fez questão de nos apresentar. Como vai minha filha?
- Vou bem.
- Não pude deixar de notar sua indumentária. Como ganha a vida minha jovem?
- Chega padre, já basta. Volte pra sua Igreja. Seu Propretário o aguarda.
- Cuidado com quem andas, meu jovem. O Pecado pagamos na outra vida, mas há mazelas que contraímos nessa, se é que me entende.
- Sei me proteger padre, obrigado.
- Esses artifícios sintéticos criados pelo homem não são bem vistos por Ele. Espero que compreenda em que isso acarreta.
- Com todo respeito, padre, vai pro inferno.
- Luxúria, levianez, blasfêmia, parece que você está com o passaporte pronto meu filho.
- Vá antes, o diabo que te carregue.
- Basta meu filho, vou pedir a ele sua excomunhão. Ele não merece sua visita na casa lá de cima. E espero que o senhor se arranje pois tem 5 dias pra sair.
Expulso e excomungado. O que não tem remédio, remediado está. Ele se mudaria em breve pra outro apartamento próximo. Quem sabe terá tido mais sorte na casa nova com a vizinhança.