A desconstrução faz a ação
O protesto faz o gesto
E num ato de glorificação
Escrevo o seguinte manifesto
Para uns era pura imitação
Para outros beleza, perfeição, razão
Para aqueles nada como o alvorecer
Que na manhã nublada fez o sol nascer
Para esses expressas um sentimento
Botar para fora um tormento
As mudanças do globo salientar
E logo tudo no mundo fragmentar
Porém para estes significa tudo questionar
E até a questão num sonho imaginar
Mas e para nós qual é a questão?
Qual o âmago do coração?
Diz-me, Oh grande artista
Como tu vês o mundo?
Como vou a fundo?
Como chego na visão idealista?
Me explica esse tormento
Esse que jaz em pensamento
Como devo concretizar
Se o vazio não deixa pensar?
O vazio é o vazio da existência
Em cuja função de permanência
Como a vida que degenera
Torna a arte uma quimera
Augusto M. dos Anjos
06/06/04
10:14 pm
domingo, 30 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Ode a Atlas - Sofredor e Titã
Abençoado seja tu nobre Titã
A quem foi dada esta tarefa crucial
A que os humanos consideram vã
Mal sabem eles que um erro teu é fatal
Conta-me teu segredo
Como fazes tal façanha
Não quero mais sentir medo
Quero saber dessa artimanha
Não há no mundo punição igual
Àquela que foi dada ao imortal
De o mundo sustentar sem perdão
De jamais ouvir sequer gratidão
Sinto-me próximo de ti
E às vezes acho que entendo
Mas por vezes não compreendo
O que é essa dor que senti?
Por que essa vontade de tudo largar?
E de fato um alivio sentir
Quando o céu cair
E a todos matar
Nobre é aquele que vê nesta sina
Ela em si tão cretina
Não mais uma punição
Mas sua grande missão
Nobre é aquele que não a aceita
Que quando esta o peita
Tem coragem de dizer não
Porém mais nobre que todos és tu
Que aceita a missão sem rejeição
Sem uma única vã reclamação
Que segue adiante pela eternidade
Para o bem de todos
Mesmo sem trazer-lhe felicidade
Augusto M. dos Anjos
05/04/04
15:15
A quem foi dada esta tarefa crucial
A que os humanos consideram vã
Mal sabem eles que um erro teu é fatal
Conta-me teu segredo
Como fazes tal façanha
Não quero mais sentir medo
Quero saber dessa artimanha
Não há no mundo punição igual
Àquela que foi dada ao imortal
De o mundo sustentar sem perdão
De jamais ouvir sequer gratidão
Sinto-me próximo de ti
E às vezes acho que entendo
Mas por vezes não compreendo
O que é essa dor que senti?
Por que essa vontade de tudo largar?
E de fato um alivio sentir
Quando o céu cair
E a todos matar
Nobre é aquele que vê nesta sina
Ela em si tão cretina
Não mais uma punição
Mas sua grande missão
Nobre é aquele que não a aceita
Que quando esta o peita
Tem coragem de dizer não
Porém mais nobre que todos és tu
Que aceita a missão sem rejeição
Sem uma única vã reclamação
Que segue adiante pela eternidade
Para o bem de todos
Mesmo sem trazer-lhe felicidade
Augusto M. dos Anjos
05/04/04
15:15
Benevolente e Judas
Quem és tu para julgares aquele fascista
Não percebes que no fundo a ti dá igual
Não percebes que és em extremo egoísta
Não percebes que para ti isso é normal
Pensas ser um homem de bem
Mas a ti nada convém
E se convém, não é essa a questão
Pois no fundo, o que procuras é satisfação
O altruísmo é uma ilusão
Não fazes para ajudar
Se não para se gabar
Pois se é para sofrer não divides o pão
Poucos são aqueles capazes de tal sacrifício
Que passam pela provação sem suplício
Que são dignos de honraria
A todos os outros só baixaria
Augusto M. dos Anjos
24/11/03
9:40 pm
Não percebes que no fundo a ti dá igual
Não percebes que és em extremo egoísta
Não percebes que para ti isso é normal
Pensas ser um homem de bem
Mas a ti nada convém
E se convém, não é essa a questão
Pois no fundo, o que procuras é satisfação
O altruísmo é uma ilusão
Não fazes para ajudar
Se não para se gabar
Pois se é para sofrer não divides o pão
Poucos são aqueles capazes de tal sacrifício
Que passam pela provação sem suplício
Que são dignos de honraria
A todos os outros só baixaria
Augusto M. dos Anjos
24/11/03
9:40 pm
sábado, 15 de setembro de 2007
Aos olhos do criador
(reflexões sobre a aula de semiótica, analizando o Mito da Caverna. Primeiro semestre de ESPM. Data precisa: incerta)
A mais perfeita imitação
A mentira que desvia
Em 3º grau e que alienia
É a arte para Platão
Uma forma de expressão
E um significado
Que lhe garante o pão e o bom-bocado
È a arte para o artesão
A combinação da palavra
Daquilo que surge num lampejo
Da forma de expor o desejo
E que na mente lavra
È a arte para o poeta
É o fruto da criação
Que surge da imaginação
Que torna palpável e tangível
Ao mundo o que é inteligível
Eis o erro de Platão
Pois é o artista o adão da criação
Deslocado desse mundo superficial
Cria seu próprio, e se aproxima do ideal
Porém, é a sina de todo criador
De que (no final) sua arte, já não lhe pertença
Pois é do expectador que virá sua sentença.
Augusto M. dos Anjos
A mais perfeita imitação
A mentira que desvia
Em 3º grau e que alienia
É a arte para Platão
Uma forma de expressão
E um significado
Que lhe garante o pão e o bom-bocado
È a arte para o artesão
A combinação da palavra
Daquilo que surge num lampejo
Da forma de expor o desejo
E que na mente lavra
È a arte para o poeta
É o fruto da criação
Que surge da imaginação
Que torna palpável e tangível
Ao mundo o que é inteligível
Eis o erro de Platão
Pois é o artista o adão da criação
Deslocado desse mundo superficial
Cria seu próprio, e se aproxima do ideal
Porém, é a sina de todo criador
De que (no final) sua arte, já não lhe pertença
Pois é do expectador que virá sua sentença.
Augusto M. dos Anjos
Um olhar sobre o Mundo
(Pieguas, eu sei!)
Olhe o mundo com os olhos de uma criança
Que desde a tenra infância
Não deixa de se fascinar
Não deixa de se apaixonar
Não deixa de se impressionar
Com olhos que tecem em cada coisa
Um olhar critico, misterioso
Que em sua meiga meninice
É tão simples e jocoso
È como a imensidão do mar
Que chega a cativar
Ou o perfume belo de uma flor
Na natureza a mais pura expressão do amor
Como um novo dia a nascer
Ou uma bela estrela a noite a brilhar
Mas, que estou fazendo aqui a me aborrecer
Há um mundo lá fora a se olhar.
Augusto M dos Anjos
07/07/03
2:32
Olhe o mundo com os olhos de uma criança
Que desde a tenra infância
Não deixa de se fascinar
Não deixa de se apaixonar
Não deixa de se impressionar
Com olhos que tecem em cada coisa
Um olhar critico, misterioso
Que em sua meiga meninice
É tão simples e jocoso
È como a imensidão do mar
Que chega a cativar
Ou o perfume belo de uma flor
Na natureza a mais pura expressão do amor
Como um novo dia a nascer
Ou uma bela estrela a noite a brilhar
Mas, que estou fazendo aqui a me aborrecer
Há um mundo lá fora a se olhar.
Augusto M dos Anjos
07/07/03
2:32
O Testemunho “ Fênix da Aurora”
(As coisas mais simples da vida podem gerar sentimentos mais complexos. Quando escrevi isso tinha terminado um colegial não tão feliz e no dia seguinte começavam as aulas do cursinho para entrar na ESPM, que eu acreditava ser uma grande mudança na minha vida e uma das épocas que seria das mais felizes e gloriosas. Eu estava certo.)
Amanhã é um novo começo, um novo dia
Amanhã a Aurora será mais clara
E as flores abrirão mais cedo para saudar a manhã
Para saudar o começo de uma nova Era
A era do renascimento
Amanhã deixarei de me preocupar com o passado
ou o futuro, e viverei o presente.
Amanhã começa uma luta
Uma luta por uma vida melhor,
Por sonhos perfeitos e realizados
Amanhã é o divisor de águas
O “antes de” e “depois de” da minha existência
Amanhã é o marco da vida futura
Quando a fênix renascerá das cinzas, do fogo de uma vida passada, para viver mais 500 anos na bonança, na alegria e na paz.
Eu sou a fênix, deixa queimar,
Deixa queimar pois amanhã só restará cinzas
Só restará pó,
E do pó ao pó, eu renascerei e viverei.
Augusto M. dos Anjos
05/03/03 (quarta-feira de cinzas)
10:40 pm
Amanhã é um novo começo, um novo dia
Amanhã a Aurora será mais clara
E as flores abrirão mais cedo para saudar a manhã
Para saudar o começo de uma nova Era
A era do renascimento
Amanhã deixarei de me preocupar com o passado
ou o futuro, e viverei o presente.
Amanhã começa uma luta
Uma luta por uma vida melhor,
Por sonhos perfeitos e realizados
Amanhã é o divisor de águas
O “antes de” e “depois de” da minha existência
Amanhã é o marco da vida futura
Quando a fênix renascerá das cinzas, do fogo de uma vida passada, para viver mais 500 anos na bonança, na alegria e na paz.
Eu sou a fênix, deixa queimar,
Deixa queimar pois amanhã só restará cinzas
Só restará pó,
E do pó ao pó, eu renascerei e viverei.
Augusto M. dos Anjos
05/03/03 (quarta-feira de cinzas)
10:40 pm
Anseios à Dama da Noite
(Destaquei da ordem também os dois textos que postarei agora e logo em seguida. Foram destacados da seleção do baú porque não pude classifica-los apropriadamente. Pendem
mais para ensaisos do que para poemas mas ainda apresentam uma estrutura próxima da poesia, ainda que para isso teriamos que nos acostumar a múltiplos versos livres em uma única estrofe. Cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões desse híbrido.)
Oh bela Lua que no céu brilha
Que me irradia com tanta alegria
Oh serena Senhora da noite
Ser puro de alma perfeita
Dama de singela beleza
Soberana no céu, triste em sua natureza
Oh Lua de imensas paixões,
De suplicas e venerações
Desce do céu à terra,
Desce e acalenta meu leito,
Desce em forma humana
E me torna perfeito
Toma substância; encarna!
Encarna e vem
Junta tua carne à minha
Me completa
Traz tua serenidade e sutileza, tua meiguice e
Tua singela malícia para os lençóis
Torna essa vida apreciativa
Torna minha vida mais ativa
Me faz teu boêmio,
Teu maroto menino, teu homem
Desce, eu te imploro
Desce por uma noite e seja Nova
Ausente no céu
Presente para mim
Desce; só esta noite é o que lhe peço!
Augusto M. dos Anjos
20/01/03
12:59 am
mais para ensaisos do que para poemas mas ainda apresentam uma estrutura próxima da poesia, ainda que para isso teriamos que nos acostumar a múltiplos versos livres em uma única estrofe. Cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões desse híbrido.)
Oh bela Lua que no céu brilha
Que me irradia com tanta alegria
Oh serena Senhora da noite
Ser puro de alma perfeita
Dama de singela beleza
Soberana no céu, triste em sua natureza
Oh Lua de imensas paixões,
De suplicas e venerações
Desce do céu à terra,
Desce e acalenta meu leito,
Desce em forma humana
E me torna perfeito
Toma substância; encarna!
Encarna e vem
Junta tua carne à minha
Me completa
Traz tua serenidade e sutileza, tua meiguice e
Tua singela malícia para os lençóis
Torna essa vida apreciativa
Torna minha vida mais ativa
Me faz teu boêmio,
Teu maroto menino, teu homem
Desce, eu te imploro
Desce por uma noite e seja Nova
Ausente no céu
Presente para mim
Desce; só esta noite é o que lhe peço!
Augusto M. dos Anjos
20/01/03
12:59 am
sábado, 8 de setembro de 2007
Por que Aqui Estamos? – As Duas faces de uma moeda
(Eis o anti-poema de Cara)
Coroa
Por que aqui estamos?
Neste mundo decadente
Vivendo de forma inconseqüente
Por que aqui estamos
Chego a imaginar
Sem nunca a uma resposta chegar
Pois sempre teimamos em destruir
Um mundo que a tantos custou construir
Por que aqui estamos?
Aqui estamos num suplico agonizante
Num pedido de atenção perpetuante
Vivendo nos restos de um mundo
Onde devemos pedir clemência
Àqueles que se dizem humanos e são imundos
Aurélio pág 270 - [...Humano – Adj. 1. Relativo a homem 2. Humanitário 3. Que ama seu semelhante...]
Vivo em um mundo onde um homem mata o outro com a maior tranqüilidade
Vivo em um mundo onde o gênero humano carece de humanidade
Augusto M. dos Anjos
20/08/03 10:54pm
Coroa
Por que aqui estamos?
Neste mundo decadente
Vivendo de forma inconseqüente
Por que aqui estamos
Chego a imaginar
Sem nunca a uma resposta chegar
Pois sempre teimamos em destruir
Um mundo que a tantos custou construir
Por que aqui estamos?
Aqui estamos num suplico agonizante
Num pedido de atenção perpetuante
Vivendo nos restos de um mundo
Onde devemos pedir clemência
Àqueles que se dizem humanos e são imundos
Aurélio pág 270 - [...Humano – Adj. 1. Relativo a homem 2. Humanitário 3. Que ama seu semelhante...]
Vivo em um mundo onde um homem mata o outro com a maior tranqüilidade
Vivo em um mundo onde o gênero humano carece de humanidade
Augusto M. dos Anjos
20/08/03 10:54pm
Por que Aqui Estamos? – As Duas faces de uma moeda
(aproveitando a estrutura criada por mim de poema e anti-poema, desenvolvi dois poemas para um trabalho de sociologia no primeiro ano de faculdade. O trabalho consistia numa criação livre de diálogo com o longa-metragem independente "Nós que aqui estamos por vós esperamos", o tema do trabalho proposto pelo professor em resposta ao filme era "Por que aqui estamos?". Acompanhe a seguir o primeiro poema.)
Cara
Aqui estamos,
Por mero acaso?
Aqui estamos,
Por pura sina?
Aqui estamos,
Nessa rotina?
Até o ocaso?
Aqui estamos por muito mais
Aqui estamos por aprender
Na eterna luta do saber
Sem esquecer jamais
A verdadeira essência do ser
Aqui estamos momento a momento
Para alegria, para o tormento
Aqui estamos para a vida,
Com uma passagem só de ida
Aqui estamos para aproveitar,
Num simples e singelo gesto,
Que chega a ser até modesto,
Aqui estamos no ato de viver
Augusto M. dos Anjos
20/08/03 8:53pm
Cara
Aqui estamos,
Por mero acaso?
Aqui estamos,
Por pura sina?
Aqui estamos,
Nessa rotina?
Até o ocaso?
Aqui estamos por muito mais
Aqui estamos por aprender
Na eterna luta do saber
Sem esquecer jamais
A verdadeira essência do ser
Aqui estamos momento a momento
Para alegria, para o tormento
Aqui estamos para a vida,
Com uma passagem só de ida
Aqui estamos para aproveitar,
Num simples e singelo gesto,
Que chega a ser até modesto,
Aqui estamos no ato de viver
Augusto M. dos Anjos
20/08/03 8:53pm
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Resigna-ação
(Resigna-ação é o anti-poema de Câncer da Alma)
Eu me enganei
Pior sentimento que tu, óh Solidão
Agora bem sei
É esse sentimento imundo de resignação
Já não existe mais paixão
Porém já não existe mais dor
Nesse pobre e horrendo coração
Tu seguiste teu caminho
E no auge de tua evolução
Ainda me sinto aqui sozinho
Só não lhe dou mais atenção
Pior que tu, óh Solidão
É essa resignação
Tu apodreceste no meu leito
E do teu cadáver
Nasceu esse sentimento no meu peito
Não sei se ligo ou se não
Agora tanto faz
O veneno ou o pão
Pois esse sentimento que aqui jaz
É em si aquele que carece de emoção
É em si, meu amigo, a própria Resignação
Augusto M. dos Anjos
06/12/03
11:35 am
Eu me enganei
Pior sentimento que tu, óh Solidão
Agora bem sei
É esse sentimento imundo de resignação
Já não existe mais paixão
Porém já não existe mais dor
Nesse pobre e horrendo coração
Tu seguiste teu caminho
E no auge de tua evolução
Ainda me sinto aqui sozinho
Só não lhe dou mais atenção
Pior que tu, óh Solidão
É essa resignação
Tu apodreceste no meu leito
E do teu cadáver
Nasceu esse sentimento no meu peito
Não sei se ligo ou se não
Agora tanto faz
O veneno ou o pão
Pois esse sentimento que aqui jaz
É em si aquele que carece de emoção
É em si, meu amigo, a própria Resignação
Augusto M. dos Anjos
06/12/03
11:35 am
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Câncer da Alma
(Destaquei dois poemas da ordem cronológica dessa série adolescente que eu resolvi gora publicar, para mostrar uma estrutura poética que eu mesmo criei. Ela se baseia no método científico, assim como cada tese tem a sua antítese, cada poema pode vir a ter um anti-poema, esse abaixo é o poema o anti-poema lhes apresento logo mais)
Oh, moléstia da alma , Solidão
Oh, vazio que alastra o coração
Solidão eterna companheira
Da qual vem e vai, mas nunca é passageira
Oh, câncer da alma que me desgasta
A viver sempre essa vida casta
Num mundo com tantos e tão vazio
Estão todos condenados ao eterno frio
Elas vem e vão, jamais lhes agradarão por completo
Pois estais destinado ao eterno perpétuo
Oh, pior dos sentimentos, vá
Vá que não quero tua companhia
Vá, mas vai para longe, vai para lá
Tu és maldita, vil e mesquinha
Vai te deitar com outro
Vai consumir outro corpo vazio
Sai já de meu leito e vá embora
Pois neste coração não há lugar para ti agora
Augusto M. dos Anjos
15/08/02
Oh, moléstia da alma , Solidão
Oh, vazio que alastra o coração
Solidão eterna companheira
Da qual vem e vai, mas nunca é passageira
Oh, câncer da alma que me desgasta
A viver sempre essa vida casta
Num mundo com tantos e tão vazio
Estão todos condenados ao eterno frio
Elas vem e vão, jamais lhes agradarão por completo
Pois estais destinado ao eterno perpétuo
Oh, pior dos sentimentos, vá
Vá que não quero tua companhia
Vá, mas vai para longe, vai para lá
Tu és maldita, vil e mesquinha
Vai te deitar com outro
Vai consumir outro corpo vazio
Sai já de meu leito e vá embora
Pois neste coração não há lugar para ti agora
Augusto M. dos Anjos
15/08/02
O Sentido da Vida
(um poema não tão adolescente assim)
Qual o sentido da vida?
Será pura existência,
Ou será passagem de ida?
Qual o sentido da vida?
Será que tem essência,
Ou será que é partida?
Qual o sentido da vida?
Será a busca do saber?
Será a perfeição do ser?
Será a espera para morrer?
Não!!
Qual o sentido da vida,
Se não viver!?
Augusto M. dos Anjos
07/07/03 2:13
Qual o sentido da vida?
Será pura existência,
Ou será passagem de ida?
Qual o sentido da vida?
Será que tem essência,
Ou será que é partida?
Qual o sentido da vida?
Será a busca do saber?
Será a perfeição do ser?
Será a espera para morrer?
Não!!
Qual o sentido da vida,
Se não viver!?
Augusto M. dos Anjos
07/07/03 2:13
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Peregrino da Vida
(outro poema adolescente, esse um pouco mais otimista. Poderão reparar também no final desse poema, o começo do meu hedonismo temporal poético, marcando os minutos da concepção criativa)
Andarilho sem rumo,
Seguidor da multidão,
É com você que eu falo
Pois um dia vai cair de exaustão
De tanto caminhar, caminhar, caminhar
Sem nunca chegar, sem nunca parar
Sem uma razão, para sua missão
Deixe agora a multidão,
Segue teu próprio caminho,
O caminho a que te destina
Vive tua vida, é tua sina
Retira a pedra, remenda
Remenda o sapato
E segue...
Augusto M. dos Anjos
05/03/03
10:41 pm
Andarilho sem rumo,
Seguidor da multidão,
É com você que eu falo
Pois um dia vai cair de exaustão
De tanto caminhar, caminhar, caminhar
Sem nunca chegar, sem nunca parar
Sem uma razão, para sua missão
Deixe agora a multidão,
Segue teu próprio caminho,
O caminho a que te destina
Vive tua vida, é tua sina
Retira a pedra, remenda
Remenda o sapato
E segue...
Augusto M. dos Anjos
05/03/03
10:41 pm
Pasárgada ao Reverso
(Mais um poema adolescente. Mal sabia eu que seria alvo de minha própria crítica. E hoje hei de bramar em alto e bom som "viva a Boêmia")
Deturpada sociedade que rege o mundo
Mundo de preceitos fúteis e imundos
Mundo sem igualdade, sem humildade
Humanos- sem humanidade
Mundo perfeito para os boêmios
Mas não para mim, apenas um ingênuo
Mundo perfeito para os espertos
Mas não àqueles que estão certos
Mundo de Glória e de Vitória
Mas não para eles, em vã trajetória
Peregrinos da usurpação
De vidas inúteis a procura de ação
E aqui estou eu, nesse mundo errado
Sem vida, sem malícia, apenas parado
Com a ingênua sensação da ninhez,
Deslocado
Augusto M. Anjos
15/10/02
Deturpada sociedade que rege o mundo
Mundo de preceitos fúteis e imundos
Mundo sem igualdade, sem humildade
Humanos- sem humanidade
Mundo perfeito para os boêmios
Mas não para mim, apenas um ingênuo
Mundo perfeito para os espertos
Mas não àqueles que estão certos
Mundo de Glória e de Vitória
Mas não para eles, em vã trajetória
Peregrinos da usurpação
De vidas inúteis a procura de ação
E aqui estou eu, nesse mundo errado
Sem vida, sem malícia, apenas parado
Com a ingênua sensação da ninhez,
Deslocado
Augusto M. Anjos
15/10/02
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Poema sem nome
(Resolvi tirar do baú uma série de poemas que escrevi principalmente na adolescência, mas que não tinham sido publicados ou pela preguiça de digitá-los, já que vieram antes do blog, ou pelo seu caráter essecivamente melâncólico, algo muito comum numa fase de mudanças, formação de pensamento e indignação com o mundo, como é a adolescência. Vão notar nessas próximas semanas que esses poemas tem uma forma mais primitiva, algo bem natural também, já que naquela época apenas escrevia para espairecer, sem pretensão de fazer algo bom; às vezes conseguia, na maioria do tempo não. O poema a seguir foi o primeiro que escrevi na vida, na época não coloquei nome então denominei-o agora de sem nome.)
O homem culpa a natureza de forma irracional
Culpa a natureza de apenas ser natural
E acaba levando tudo para o sentimental
Sem parar para usar o lógico-racional
Não se pode culpar a natureza
De forma tão perversa
Pois se torna até adversa
E acaba com toda a beleza
Talvez o único erro do homem seja pensar
E por isso logo vai acabar
Pois é o único animal passível de atacar seu semelhante.
Com uma facilidade abundante
O homem é um paradoxo
Pune o que não entende
Foi abençoado com a razão
Que perdição
Seu castigo é o sentimento
Pois vive em eterno tormento
Por isso penso que Deus não é perfeito
Pois sua melhor criação tem um defeito
Defeito, diferente dos outros animais, de estar longe da perfeição
É mesmo uma decepção
Augusto M Anjos
22/11/00
O homem culpa a natureza de forma irracional
Culpa a natureza de apenas ser natural
E acaba levando tudo para o sentimental
Sem parar para usar o lógico-racional
Não se pode culpar a natureza
De forma tão perversa
Pois se torna até adversa
E acaba com toda a beleza
Talvez o único erro do homem seja pensar
E por isso logo vai acabar
Pois é o único animal passível de atacar seu semelhante.
Com uma facilidade abundante
O homem é um paradoxo
Pune o que não entende
Foi abençoado com a razão
Que perdição
Seu castigo é o sentimento
Pois vive em eterno tormento
Por isso penso que Deus não é perfeito
Pois sua melhor criação tem um defeito
Defeito, diferente dos outros animais, de estar longe da perfeição
É mesmo uma decepção
Augusto M Anjos
22/11/00
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