(Fiz esse texto numa aula de redação. A tarefa era fazer um texto criativo comparando duas frases, uma do famoso Jack Trout, "definir é morrer", e a outra não lembro mas dizia algo sobre os entraves criativos quando se têm muitos poréns. O texto deveria ter precisamente 20 linhas, óbvio que em letra corrida alcancei a meta. O fato é que fui criticado por meus amigos de planejamento, pois eu faço minha especialização em planejamento apesar do fato de ter um pézinho na criação. O que expressei aqui com metáforas sobre a criação e a sopa primordial é minha sincera opinião. Eu bem sei o quanto o trabalho de um planejador é importante, mas ele deve fazer um briefing que dê espaço para o criativo. Deve ser um briefing Sopão Knorr, você dá o caldo de feijão e deixe o cozinheiro colocar a carne, a batatinha, a cenoura e o macarrão.)
Briefing Knorr
Tivera Deus um briefing ao criar o mundo? Um documento exacerbadamente detalhado dizendo no 1º dia crie a luz. No 2º a terra, no 3º os mares, no 4º, precisamente no 4º dia, crie a vida e com a vida no 5º dia crie os animais, para no sexto, e só no sexto, criar o cara que vai definir tudo, classificar tudo, organizar tudo. Finalmente no 7º, descanse com a frustração e o fiasco da última criação.
Não! Certamente o mundo não foi criado a partir de um briefing. O processo criativo se abstém de regras, é subversivo, é anarquista, é descontrolado, é outsider, é o resultado de múltiplas vivências e influências do mundo, e a destruição de todas elas para criar uma coisa extremamente nova e original. Assim um briefing deve se limitar apenas a ater a criação a vontade de seu mecena, o produto, o cliente; pois o criador não é um artista. Mas deus sim, o era. E por isso fez sopa.
terça-feira, 29 de agosto de 2006
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