(Resolvi tirar do baú uma série de poemas que escrevi principalmente na adolescência, mas que não tinham sido publicados ou pela preguiça de digitá-los, já que vieram antes do blog, ou pelo seu caráter essecivamente melâncólico, algo muito comum numa fase de mudanças, formação de pensamento e indignação com o mundo, como é a adolescência. Vão notar nessas próximas semanas que esses poemas tem uma forma mais primitiva, algo bem natural também, já que naquela época apenas escrevia para espairecer, sem pretensão de fazer algo bom; às vezes conseguia, na maioria do tempo não. O poema a seguir foi o primeiro que escrevi na vida, na época não coloquei nome então denominei-o agora de sem nome.)
O homem culpa a natureza de forma irracional
Culpa a natureza de apenas ser natural
E acaba levando tudo para o sentimental
Sem parar para usar o lógico-racional
Não se pode culpar a natureza
De forma tão perversa
Pois se torna até adversa
E acaba com toda a beleza
Talvez o único erro do homem seja pensar
E por isso logo vai acabar
Pois é o único animal passível de atacar seu semelhante.
Com uma facilidade abundante
O homem é um paradoxo
Pune o que não entende
Foi abençoado com a razão
Que perdição
Seu castigo é o sentimento
Pois vive em eterno tormento
Por isso penso que Deus não é perfeito
Pois sua melhor criação tem um defeito
Defeito, diferente dos outros animais, de estar longe da perfeição
É mesmo uma decepção
Augusto M Anjos
22/11/00
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
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