A desconstrução faz a ação
O protesto faz o gesto
E num ato de glorificação
Escrevo o seguinte manifesto
Para uns era pura imitação
Para outros beleza, perfeição, razão
Para aqueles nada como o alvorecer
Que na manhã nublada fez o sol nascer
Para esses expressas um sentimento
Botar para fora um tormento
As mudanças do globo salientar
E logo tudo no mundo fragmentar
Porém para estes significa tudo questionar
E até a questão num sonho imaginar
Mas e para nós qual é a questão?
Qual o âmago do coração?
Diz-me, Oh grande artista
Como tu vês o mundo?
Como vou a fundo?
Como chego na visão idealista?
Me explica esse tormento
Esse que jaz em pensamento
Como devo concretizar
Se o vazio não deixa pensar?
O vazio é o vazio da existência
Em cuja função de permanência
Como a vida que degenera
Torna a arte uma quimera
Augusto M. dos Anjos
06/06/04
10:14 pm
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