quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Câncer da Alma

(Destaquei dois poemas da ordem cronológica dessa série adolescente que eu resolvi gora publicar, para mostrar uma estrutura poética que eu mesmo criei. Ela se baseia no método científico, assim como cada tese tem a sua antítese, cada poema pode vir a ter um anti-poema, esse abaixo é o poema o anti-poema lhes apresento logo mais)




Oh, moléstia da alma , Solidão
Oh, vazio que alastra o coração
Solidão eterna companheira
Da qual vem e vai, mas nunca é passageira

Oh, câncer da alma que me desgasta
A viver sempre essa vida casta
Num mundo com tantos e tão vazio
Estão todos condenados ao eterno frio

Elas vem e vão, jamais lhes agradarão por completo
Pois estais destinado ao eterno perpétuo

Oh, pior dos sentimentos, vá
Vá que não quero tua companhia
Vá, mas vai para longe, vai para lá
Tu és maldita, vil e mesquinha

Vai te deitar com outro
Vai consumir outro corpo vazio
Sai já de meu leito e vá embora
Pois neste coração não há lugar para ti agora



Augusto M. dos Anjos
15/08/02

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