Abençoado seja tu nobre Titã
A quem foi dada esta tarefa crucial
A que os humanos consideram vã
Mal sabem eles que um erro teu é fatal
Conta-me teu segredo
Como fazes tal façanha
Não quero mais sentir medo
Quero saber dessa artimanha
Não há no mundo punição igual
Àquela que foi dada ao imortal
De o mundo sustentar sem perdão
De jamais ouvir sequer gratidão
Sinto-me próximo de ti
E às vezes acho que entendo
Mas por vezes não compreendo
O que é essa dor que senti?
Por que essa vontade de tudo largar?
E de fato um alivio sentir
Quando o céu cair
E a todos matar
Nobre é aquele que vê nesta sina
Ela em si tão cretina
Não mais uma punição
Mas sua grande missão
Nobre é aquele que não a aceita
Que quando esta o peita
Tem coragem de dizer não
Porém mais nobre que todos és tu
Que aceita a missão sem rejeição
Sem uma única vã reclamação
Que segue adiante pela eternidade
Para o bem de todos
Mesmo sem trazer-lhe felicidade
Augusto M. dos Anjos
05/04/04
15:15
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Tem horas que me sinto estranho ao ler teus poemas, nunca sei, quem esta falando, se o Auguto, ou o Eu-lírico do Augusto. Adoro teus poemas, seus ensaios, seus híbridos, alegres ou esperançosos, mas me sinto realmente estranho em ler os em tom desanimado. O motivo por que isso ocorre, eu conheço, e de gostar pra caramba de você mano (como irmão, antes que desconfiem de mim) nunca vou esquecer que na minha primeira reunião na ordem foi você que fiquei pentelhando, mas resumindo, pra qualquer coisa você sabe que pode contar comigo.
ResponderExcluirObs: Não pense que quero uma resposta, já que essa dúvida faz parte da graça de muitos grandes escritores, e como você já é um, não vou estragar a brincadeira. Abraço.