sábado, 15 de setembro de 2007

Anseios à Dama da Noite

(Destaquei da ordem também os dois textos que postarei agora e logo em seguida. Foram destacados da seleção do baú porque não pude classifica-los apropriadamente. Pendem
mais para ensaisos do que para poemas mas ainda apresentam uma estrutura próxima da poesia, ainda que para isso teriamos que nos acostumar a múltiplos versos livres em uma única estrofe. Cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões desse híbrido.)



Oh bela Lua que no céu brilha
Que me irradia com tanta alegria
Oh serena Senhora da noite
Ser puro de alma perfeita
Dama de singela beleza
Soberana no céu, triste em sua natureza
Oh Lua de imensas paixões,
De suplicas e venerações
Desce do céu à terra,
Desce e acalenta meu leito,
Desce em forma humana
E me torna perfeito
Toma substância; encarna!
Encarna e vem
Junta tua carne à minha
Me completa
Traz tua serenidade e sutileza, tua meiguice e
Tua singela malícia para os lençóis
Torna essa vida apreciativa
Torna minha vida mais ativa
Me faz teu boêmio,
Teu maroto menino, teu homem
Desce, eu te imploro
Desce por uma noite e seja Nova
Ausente no céu
Presente para mim
Desce; só esta noite é o que lhe peço!


Augusto M. dos Anjos
20/01/03
12:59 am

Um comentário:

  1. Maninho, achei simplesmente sensacional essa sua forma Híbrida de escrever, caso tenha mais desses ensaios+poesia+versos brancos, ficaria feliz de lê-los. ^^

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