(reflexões sobre a aula de semiótica, analizando o Mito da Caverna. Primeiro semestre de ESPM. Data precisa: incerta)
A mais perfeita imitação
A mentira que desvia
Em 3º grau e que alienia
É a arte para Platão
Uma forma de expressão
E um significado
Que lhe garante o pão e o bom-bocado
È a arte para o artesão
A combinação da palavra
Daquilo que surge num lampejo
Da forma de expor o desejo
E que na mente lavra
È a arte para o poeta
É o fruto da criação
Que surge da imaginação
Que torna palpável e tangível
Ao mundo o que é inteligível
Eis o erro de Platão
Pois é o artista o adão da criação
Deslocado desse mundo superficial
Cria seu próprio, e se aproxima do ideal
Porém, é a sina de todo criador
De que (no final) sua arte, já não lhe pertença
Pois é do expectador que virá sua sentença.
Augusto M. dos Anjos
sábado, 15 de setembro de 2007
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