(Esse poema foi criado no 3º semestre da ESPM para uma aula de mershandising. O objetivo era fazer um paralelo entre a matéria e o livro do filósofo francês André Comte Sponville, Felicidade Desesperadamente. De alguma maneira conseguimos mostrar pela teoria do filósofo que as técnicas da aula causam infelicidade no consumidor. Segue o poema, e para quem quiser recomendo a leitura do livro.)
Eis aqui uma grande questão
Se algum dia existiu hedonismo ou não
Pois uma coisa, há de concordar que é fato
Se a felicidade existe, ela só pode ser em ato
Dizem do homem que procura proteger sua natureza
Mas dissso, meu amigo, já não tenho tanta certeza
O que me diz daquele que sempre quer a vida mais ativa
Que não consegue jamais se desfazer de expectativa
Expectativa, não há maior tormento
É a busca pelo objeto amado
Que só causa sofrimento
E o encontro idealizado
Seguido de um profundo enfado
Sponville errou quanto a expectativa
Pois ela vem do antro social
De forma a jamais ser deliberativa
E esta é a origem de todo mal
Ainda que tivesse alguma liberdade
O homem escolheria a infelicidade
Pra que aproveitar o momento
Se posso me empanturrar com alento
Desesperadamente?
Só se for a espera da morte
Que com alguma sorte
Virá rapidamente
Augusto M. Anjos
05/10/04
23:25
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
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Tio, veio carinhosamente por meio desta, demonstrar meu profundo contentamento em ler textos tão caprichosamente escritos, os quais não possuem apenas toda uma sonoridade musical, mas como também, uma ampla significação crítica. Qualquer elogio que eu faça, embora possa ser prontamente ignorado, por ser um fã confesso de seu magnífico trabalho, digo de coração, que traduzem meus mais sinceros sentimentos quanto sua obra. E gostaria de desejar, um grande abraço, ao meu mais novo tio.
ResponderExcluirBravo! Bravo novamente!
ResponderExcluirAugusto você realmente escreve muito bem, e eu já lhe falei isso várias vezes. Adorei o poema!
Estou indicando o seu blog no meu, quando quiser dá uma passada por lá. Sei que não tenho tantas aptidões literárias quanto as suas, mas me esforço.
Bjo;
*Patty