Quando vejo as cicatrizes, percebo
Aquilo que outrora não concebia
E que agora, já me alienia
É do mundo que, o que sinto e penso, recebo
As cicatrizes?
Recalques de covardia
Recalques da rebeldia,
Da vergonha, do medo
E nunca da alegria
Feridas indissociáveis
Desse mundo sensível
Incuráveis
Visão coberta de cinza e corpo perecível
Só resta dor e solidão
Num mundo sem amor e paixão
E uma vida sem alento
O corpo é só o remendo
Haja vista as cicatrizes
Dessa vida sem matizes
Augusto M. dos Anjos
30/06/04
11:55 pm
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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