(toda sociedade tem um rito de passagem para a vida adulta; desde a primitiva até a mais avançada. Creio e sinto que na sociedade moderna, como outros ritos, esse se constitui em sofrimento e perda. O caráter individualista da sociedade capitalista é nessa fase finalmente concretizado. Cada um por si e Deus contra todos , como manda o calvinismo cínico impregnado em cada um de nós de criação ocidentalmente globalizada. Em pensar que um dia o planeta só teria ocidente. Esse dia chegou.)
Nunca tive banda
Nem de rock, nem de samba
Juventude degradada
Nunca tive namorada
Pra suprir minha carência
Fui alma rechaçada
Em eterna clemência
A vida adulta (agora) é deprimente
Pois traz outra perda inerente
Quando os amigos se tornam colegas
A palavra solidão soa até piegas
Augusto M. dos Anjos
25/01/06
1:42 am
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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