“Independência ou Morte?” “Hum. Não sei! Não Tem uma terceira opção?” Salve, Salve meus compatriotas e patrícios, pois hoje é o dia da pátria. E ao que tudo indica, o brasileiro é patriota a cada 4 anos e sabe cantar só a primeira parte do hino. O grande problema do brasileiro é que este não se vê representado enquanto nação. É tanta falcatrua durante 506 anos de existência que o brasileiro tende a falar mal do pais só em terceira pessoa, como se não fosse brasileiro.
Comecemos consertando isso. Nós brasileiros não nos vemos representados por essa corja de ladrões e aproveitadores. Nós brasileiros, por conta disso, acabamos criando uma visão autocrítica para tudo e procuramos não nos envolver com nada que diga respeito a formação de uma futura nação. Sim, nós brasileiros adoramos feriado. Mas acabamos associando desfile, bandeira e hino à repressão, obrigatoriedade e militarismo. Aqui o desleixo é um tipo de patriotismo. Aqui o “foda-se” é uma ovação à liberdade. Nós que por tão pouco tempo fomos livres, passando da mão de um senhor Coronér a outro. Nós, no dia de hoje somos livres se dizemos “ Por que devo comemorar o grito de felicidade de um cara que se tornaria rei porque papai voltava para Portugal e que recebeu a notícia, enquanto dava uma cagadinha na beira do riacho, no meio do nada, entre a casa de sua amante e o palácio de sua mulher?” Independência ou Morte?
Morte! Morte ao fanatismo patriótico cego, que não enxerga as desgraças e abominações de nossa história, como o exemplo citado a cima. Morte ao eleitor burro, que vai eleger a quem lhe roubou por quatro anos, e, num sentimento de amor cristão, dará a outra face a tapa. Ou seria o outro bolso. Morte a esse mesmo eleitor burro que adota a política do “Não tem tu, vai tu mesmo” e vota nesse para aquele não ganhar, mas que se pudesse não votava em nenhum dos dois. Então não vota! Titulo de eleitor devia ser dado em razão do quociente de inteligência e não da idade. Não tem maturidade, não vota.
Eu escolho a morte como bom brasileiro. Pois só ela é a independência. Independência dessa cultura da ignorância e da falta de senso coletivo.
Morte sim, ao Brasil burro! Independência a essa outra nação que luta para nascer a cada dia. A cada gesto. A cada pleito e a cada voto. Feliz independência para vocês.
Augusto M. dos Anjos
07/09/06
10:49 am
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
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